sábado, 19 de setembro de 2015



Eu te quero nua
Silenciosamente nua
Lânguida
Mel escorrendo pela boca
E minha língua ávida sorvendo seus beijos
Eu te quero nua
Não como nas músicas que escuto
Ou como nos contos que leio
Eu te quero nua
Minha boca nos seus seios
Nosso corpo
Roçando nossos pelos
Desejos
Eu te quero nua
Como nua me tens quando te escrevo...


*inspirado em A.B., a mudez que rompeu o meu silêncio.
...tudo aceso 
Plugado
Claro
Queimando 
Em mim
Como no âmbar
Como a Adriana
Como?
Tudo ligado
Um morro elétrico
Iluminado
Ardendo
Fogo
Entrando pelos buracos
Boca
Narinas
Olhos
Aperta o passo
No paço
Salva de fogos
Teu gozo...

O beijo, beija-flor

Voou um beijo por entre os meus lábios, 
indômito, matreiro, certeiro...
Flecha a rasgar a mata, 
ou será o cupido aquele faceiro menino?
O beijo encontrou a flor
Beijou-lhe a face
e partiu...
Inebriado do cheiro dela
Voou sem pressa
Pela sala, pela tela, pela janela...
Perdeu-se no cheiro da flor
Pobre beija-flor
Eternizou-se à sombra da orquídea
E nunca mais voou...