quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Me, mim...
Penso-me sã, mesmo quando me atiro no vazio dos teus braços. Volta e meia penso ser inteira, e descubro-me mil, partículas de átomos perdida no espaço. Trago no rosto uma alegria tingida de suor e sangue, e no sorriso a palidez de quem chora no escuro pra não ver. O meu corpo... Ah! O meu corpo tem um quê de menos, tal qual meu coração. Corro demais e me canso antes mesmo de sair. Não penso, é muito árduo. Passo, apenas, deixando rastros de sonhos meus para divertir a plebe inútil e vil. Verdadeiro em mim, somente as dores e os amores que vivi...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Flores, flores...
O solstício de primavera em mim chegou, um tanto quanto amedrontado pelo inverno que insistia em não partir, finalmente a neve não mais impede os botões de desabrocharem, flores ensaiam para surgir em caminhos dantes repletos de pedras e lágrimas... Como tardia é a primavera em mim, vem ela já acompanhada do causticante sol do sertão, que da lama jorrada dos meus olhos fez paredes para proteger a minha cria, tapera de silêncios e dores. No mais, dos teus olhos quero apenas uma mínima distância segura,para que o inverno que ainda habita em ti não venha a intimidar o sol que ensaia morar em mim...
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