quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Anistia

Perdoe-me por ter enxergado através dos teus olhos d'água,
perdoe-me pelos sorrisos e sonhos,
pelos projetos, já fadados ao fim antes de nascer,
pelos suspiros e lágrimas que regaram os dias,
pelos abraços, pelos beijos, pelas carícias.

Perdoe-me por apriosionar meus braços no calor dos teus abraços,
por condicionar meu sono aos teus afagos,
por desejar-te do amanhecer ao anoitecer.

Perdoe-me por na hora da despedida ter, sorrateiramente, seguido os teus passos,
pois agora preciso voltar e não sei mais o caminho...

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