quinta-feira, 2 de julho de 2015

Das declarações

...minhas mãos ainda sentem a maciez da sua pele, e talvez a memória da minha pele não apague as sensações, desejos, sentidos que o seu toque provocou em mim...
os meus sentidos te buscam, afoitos, inconsequentes, esperam o meu corpo dormir e saem, cavalos alados, a buscar o teu cheiro...
teus braços, leito, onde as águas que me banham desaguaram, e encontraram paradeiro...e lá ficaram, represadas nos teus olhos de mar...
acordo, e me dou conta de que as minhas mãos ainda estão agarradas às tuas, tal qual menina que tem medo de se perder...
É preciso soltá-las eu sei, só não sei por qual porta sair, posto que todas ainda me levam a você...

30/06/2015

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