terça-feira, 11 de agosto de 2015

Às vezes me pergunto onde estava com a cabeça quando topei aquela viagem. Pergunta idiota quando quem tomou a decisão real foi o coração...

Hoje doeu de uma forma diferente, mais aguda, faca afiada cortando a carne devagar, e eu senti vontade de gritar, chorar, espernear, chamar seu some sentada no chão, feito criança birrenta, pra chamar sua atenção, quem sabe assim você voltasse.... não voltou...e eu perdi a fome, o chão, a razão, e chorei, quieta, baixinho, encolhida no colchonete naquela sala fria...Um feto no canto da sala, eu, tentando retornar a segurança do ventre materno.

Hoje doeu, e nem o seu sorriso nas fotos não reveladas conseguiram conter o fluxo desse rio de saudade em mim...transbordei...desejos, planos, vontades, sonhos, tudo escorrendo, rio dos meus anseios... Você em mim é vulcão prestes a entrar em erupção...saudade infinda...história contada nas noites frias sob o edredom do desejo.

E eu, quais histórias ainda conto pra você dormir? Existo? Existi? Ou tudo foi sonho, ilusão desenhada na areia que o mar apagou? Será que você sentiu quando meu coração quase parou de dor? Ouviu quando gritei seu nome enquanto corria na chuva tentando fugir de mim? Sentiu meu corpo tremer de um prazer-dor nas horas de volúpia solitária? Ou tudo foi só ilusão e você nem se lembra da minha boca nos seus seios?


Doeu...

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