Às vezes me pergunto onde estava
com a cabeça quando topei aquela viagem. Pergunta idiota quando quem tomou a
decisão real foi o coração...
Hoje doeu de uma forma diferente,
mais aguda, faca afiada cortando a carne devagar, e eu senti vontade de gritar,
chorar, espernear, chamar seu some sentada no chão, feito criança birrenta, pra
chamar sua atenção, quem sabe assim você voltasse.... não voltou...e eu perdi a
fome, o chão, a razão, e chorei, quieta, baixinho, encolhida no colchonete
naquela sala fria...Um feto no canto da sala, eu, tentando retornar a segurança
do ventre materno.
Hoje doeu, e nem o seu sorriso
nas fotos não reveladas conseguiram conter o fluxo desse rio de saudade em
mim...transbordei...desejos, planos, vontades, sonhos, tudo escorrendo, rio dos
meus anseios... Você em mim é vulcão prestes a entrar em erupção...saudade
infinda...história contada nas noites frias sob o edredom do desejo.
E eu, quais histórias ainda conto
pra você dormir? Existo? Existi? Ou tudo foi sonho, ilusão desenhada na areia
que o mar apagou? Será que você sentiu quando meu coração quase parou de dor? Ouviu
quando gritei seu nome enquanto corria na chuva tentando fugir de mim? Sentiu meu
corpo tremer de um prazer-dor nas horas de volúpia solitária? Ou tudo foi só
ilusão e você nem se lembra da minha boca nos seus seios?
Doeu...
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