quarta-feira, 13 de julho de 2016

Na boca do estômago.


Abri os olhos de assalto na madrugada, algo de ruim acontecia no meu sonho e saltou, cabeça à fora. Um zunido no ouvido. Aquela barata, outra vez, voando e atrapalhando meu sono. Chamei-lhe, mas acho que você não ouviu. Tornei a chamar e você respondeu algo incompreensível, e me mandou voltar a dormir. Fria. Eu sei, compreendi. O que você tem a ver com as borboletas que voam no meu estômago? Nada. Fui eu quem as engoliu. Agora fico aqui, tentando talvez engolir baratas, ou são sapos que comem borboletas? Há de existir uma forma de fazê-las parar de voar dentro de mim quando ouvem sua voz. Talvez se inundar o estômago, fel escorrendo até a boca, elas voem, palavras carregadas de amor até você.

Nenhum comentário: