
Não sei onde colocar esse vazio, essa vontade de vomitar, de vomitar sim, de colocar pra fora a dor, a angústia, a solidão que se entrelaçam às minhas veias. Os meus olhos estão exaustos de te buscar. Vermelho, é só que meus sentidos conseguem discernir na paleta de cores da vida. Fico à beira da estrada, vaga-lumes coloridos pulsam, mas sumiram os vermelhos, onde estão? Escondidos em algum templo japônes?? Ou a vagar entre marés minguantes???
Em mim, mil barcos a naufragar. O vermelho que busco, agora mora em meus olhos, o que um dia fora riacho, hoje fez-se torrente, e o monstro do escuro da minha alma, agora seguro, aparece-me à luz do dia, aterrorizando-me as horas. Esse monstro és tu, saudade, que me torna incapaz do mais leve movimentar de lábios, saudade essa que me conduz a razão, à medida exata da distância de nós.
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