sexta-feira, 26 de setembro de 2008

So...


O sol chegou, bateu a porta e adentrou, onde há pouco era escuridão fez-se luz. Assim sou eu, ao ver-te passar pela estrada, cabelos de ouro, tez altiva, a deslizar, flutuar, ninfa, deusa, mulher apenas. Senhora de mim, em que lugar da tua casa me escondes? Nas prateleiras da tua alma, onde descansa o meu ser cansado? A ausência de pouso me faz vagar... Ausento-me de tudo na tua ausência, mas quando tu vens, sem pedir licença e passa com o trovão que te segue, me choca, me faz querer verter sangue. Notas?? Ou a comodidade de saber-me tua isenta-te de aperceberes de mim??? A ausência rasga a minha alma...

Ah, Capitu, estes olhos, cálice onde me deleito, fogo que consome minhas entranhas... Venha, olhe minhas mãos, veja os calos, montanhas exploradas a buscar-te, dedos um ruinas de tanto cavar as ruas, a te espreitar, te esperar...

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