sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Passando...



Dizem ser os ohos a janela da alma... confusa, muito confusa a tua. Queria poder não enxergar, é esse encontro com os teus olhos que desvia meus sentidos. O tempo, como a prosa do matuto, passa arrastado, a pitar o fumo como quem não tem vontade de chegar, paradoxal, pois as horas correm, voam, ao teu lado é sempre assim. Anseio por estes minutos, preciso-os...

Permita-me tocar os teus olhos, permita-me morar nos teus olhos... fardo pesado... deixe-me apenas pousar, tocar a tua face feito bruma, leve, suave...faça-me seu vassalo, seu cavalo, cavalgue-me, venha, sussurre coisas desconexas e me faça partir... caminho das índias, onde me perco e só me acho em ti.

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